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Que parâmetros são avaliados numa análise QAI? Conheça os indicadores que revelam a qualidade do ar que respira
Setembro 2026 6 min de leitura

Que parâmetros são avaliados numa análise QAI? Conheça os indicadores que revelam a qualidade do ar que respira

É comum ouvirmos alguém dizer que "o ar está pesado" ou que determinado espaço parece abafado. No entanto, quando falamos de Qualidade do Ar Interior (QAI), a perceção das pessoas, por si só, não é suficiente para avaliar as condições de um edifício.

É frequentemente encontrarmos situações em que um espaço aparenta estar limpo e confortável, mas onde as medições revelam níveis de ventilação insuficientes ou parâmetros ambientais que justificam o desconforto sentido pelos ocupantes. Também acontece o contrário: edifícios onde existem preocupações com a qualidade do ar e onde a avaliação demonstra que os sistemas estão a funcionar corretamente.

É precisamente por isso que uma análise QAI é baseada em medições objetivas e não apenas na observação.

Dependendo do tipo de edifício, da atividade desenvolvida e dos objetivos da avaliação, são analisados diferentes parâmetros que permitem compreender o comportamento do ambiente interior e identificar oportunidades de melhoria.

Neste artigo explicamos quais são os principais parâmetros avaliados numa análise de Qualidade do Ar Interior e porque cada um deles é importante.


O que é uma análise de Qualidade do Ar Interior?

Uma análise de Qualidade do Ar Interior consiste na avaliação técnica das condições ambientais existentes num espaço fechado. O objetivo não é apenas verificar se existe conforto térmico ou ausência de odores. Pretende-se compreender se o ambiente oferece condições adequadas para os ocupantes e se os sistemas de ventilação e climatização estão a desempenhar corretamente a sua função. Consoante o tipo de edifício e o enquadramento da avaliação, poderão ser analisados diferentes indicadores físicos, químicos e biológicos. Cada parâmetro fornece informação específica. É a interpretação conjunta dos resultados que permite avaliar a qualidade do ambiente interior.


Porque é importante medir em vez de assumir?

Uma das ideias mais comuns é pensar que, se um edifício "parece" confortável, então a qualidade do ar é necessariamente boa. Na prática, isso nem sempre acontece.

Alguns parâmetros não são percetíveis pelas pessoas. É possível existir ventilação insuficiente ou concentrações elevadas de determinados contaminantes sem que existam sinais evidentes. Da mesma forma, um ocupante pode sentir desconforto devido à temperatura quando, na realidade, a origem do problema está na renovação do ar ou na humidade do ambiente.

É por isso que a avaliação da QAI deve basear-se em medições técnicas e não apenas na perceção dos utilizadores.


Quais são os principais parâmetros avaliados?

Embora cada avaliação seja diferente, existem indicadores que são habitualmente analisados.


Dióxido de Carbono (CO₂)

O dióxido de carbono é um dos parâmetros mais utilizados para avaliar a eficácia da ventilação. O CO₂ é produzido naturalmente pela respiração humana. À medida que aumenta a ocupação de um espaço, aumenta também a sua concentração. Quando a renovação de ar é insuficiente, os níveis de CO₂ tendem a aumentar.


O que nos indica este parâmetro?

Importa esclarecer um ponto frequentemente mal interpretado. Uma concentração elevada de CO₂ não significa, por si só, que o ar seja "perigoso". Na maioria dos edifícios, este parâmetro é utilizado sobretudo como um indicador indireto da qualidade da ventilação. Quando os valores são elevados, isso pode sugerir que o ar novo introduzido no espaço não está a ser suficiente para o nível de ocupação existente.


Partículas em suspensão (PM10 e PM2,5)

As partículas em suspensão correspondem a pequenas partículas sólidas ou líquidas presentes no ar.

Podem ter diferentes origens:

  • Poeiras;

  • Tráfego rodoviário;

  • Atividades industriais;

  • Processos de limpeza;

  • Poluentes provenientes do exterior.

Quanto menor for o tamanho da partícula, maior será a sua capacidade de permanecer em suspensão. A medição destes parâmetros permite compreender melhor a qualidade do ambiente interior e avaliar o desempenho da filtragem e da ventilação.


Temperatura

A temperatura continua a ser um dos fatores com maior influência na perceção de conforto. No entanto, uma análise técnica vai além da simples leitura de um termómetro. É importante verificar se a temperatura se mantém estável e adequada ao tipo de utilização do espaço, evitando diferenças significativas entre zonas do edifício.


Humidade relativa

A humidade influencia diretamente o conforto térmico e o comportamento do ambiente interior. Valores demasiado baixos podem aumentar a sensação de secura do ar. Valores demasiado elevados podem favorecer fenómenos como condensações e desenvolvimento de bolores. O equilíbrio entre temperatura e humidade é um dos aspetos fundamentais da climatização.


Compostos Orgânicos Voláteis (COV)

Os Compostos Orgânicos Voláteis são substâncias libertadas por diversos materiais presentes no interior dos edifícios.

As suas principais fontes podem incluir:

  • Tintas;

  • Colas;

  • Vernizes;

  • Produtos de limpeza;

  • Mobiliário;

  • Revestimentos.

A sua medição permite identificar possíveis fontes de emissão de compostos químicos no ambiente interior.


Monóxido de Carbono (CO)

Dependendo das características da instalação, também poderá ser avaliada a presença de monóxido de carbono. Este parâmetro assume maior relevância em edifícios onde existam equipamentos de combustão ou outras potenciais fontes deste gás.


Outros parâmetros

Consoante o tipo de edifício ou os objetivos da avaliação, poderão ainda ser analisados outros indicadores, como:

  • Formaldeído;

  • Ozono;

  • Fungos;

  • Bactérias;

  • Outros contaminantes específicos.

Nem todas as análises incluem todos estes parâmetros. A seleção depende sempre do contexto da avaliação.


O que significam os resultados?

Uma análise QAI não consiste apenas em recolher medições. O verdadeiro valor está na interpretação técnica dos resultados. Por exemplo, um valor elevado de CO₂ pode indicar necessidade de rever a ventilação. Uma concentração elevada de partículas pode justificar uma avaliação do estado dos filtros ou dos sistemas AVAC. Da mesma forma, valores de temperatura e humidade fora dos intervalos recomendados podem apontar para necessidades de ajuste da climatização. É precisamente a análise conjunta de todos os parâmetros que permite compreender o comportamento do edifício.


Qual é o papel dos sistemas AVAC?

Os sistemas AVAC desempenham um papel determinante na Qualidade do Ar Interior.

São eles que asseguram:

  • A renovação do ar;

  • A climatização;

  • A filtragem;

  • O controlo da humidade;

  • A distribuição do ar pelos diferentes espaços.

Quando estes sistemas não recebem manutenção adequada, o seu desempenho pode degradar-se e refletir-se diretamente nos resultados de uma análise QAI. É por isso que a avaliação da qualidade do ar deve ser acompanhada por uma estratégia de manutenção preventiva e, quando necessário, pela limpeza técnica dos sistemas AVAC.


Que edifícios beneficiam de uma análise QAI?

A avaliação da Qualidade do Ar Interior pode trazer benefícios a qualquer edifício.

No entanto, assume especial importância em:

  • Hospitais e clínicas;

  • Escritórios;

  • Hotéis;

  • Escolas e universidades;

  • Lares e creches;

  • Centros comerciais;

  • Indústria;

  • Edifícios de serviços.

Em muitos destes espaços, conhecer a qualidade do ar é o primeiro passo para melhorar o conforto, otimizar os sistemas AVAC e apoiar uma gestão mais eficiente das instalações.


A Qualidade do Ar Interior não pode ser avaliada apenas pela perceção das pessoas. O conforto é importante, mas só uma análise técnica permite conhecer verdadeiramente o comportamento ambiental de um edifício.

Parâmetros como o dióxido de carbono, as partículas em suspensão, a temperatura, a humidade ou os Compostos Orgânicos Voláteis fornecem informação essencial para compreender o desempenho dos sistemas AVAC e identificar oportunidades de melhoria.

Na CleanBreeze acreditamos que uma boa gestão da Qualidade do Ar Interior começa sempre por um diagnóstico rigoroso. Só conhecendo o estado real de uma instalação é possível tomar decisões informadas e implementar soluções que contribuam para ambientes mais confortáveis, eficientes e saudáveis.

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